sábado, abril 21, 2007

Porque chegou a esse ponto?

Acho engraçado muita coisa, a primeira é usar este espaço novamente como um diário... inevitável às vezes.
Quando "abri" esse blog eu já cursava Rádio e TV na Anhembi, tinha meus 4 amigos inseparáveis e queria apenas publicar idéias, textos, coisas que sempre curti escrever. Nunca imaginei que outras pessoas da sala leriam meus escritos. Situação estranha pessoas que não conhecia direito lendo textos meus... enfim. O tempo foi passando, e derepende palavras se tornaram armas, com as mesmas pessoas que mal conheço e mal me conhecem também...
Nunca fui um doce de pessoa, quem me conhece sabe bem. Sou ácida, ríspida, péssimo humor, irritada, nervosa, sistemática, perfeccionista, minimalista, metida a intelectualóide, ao mesmo tempo, com baixa auto-estima, depreciativa, inconstante, medrosa, pueril, burrinha, extremamente convicta de algumas coisas, brava, etc, etc, etc. As boas qualidades? Deixo pra postar outro dia, porque hoje não vem ao caso...
O que vem ao caso é: não, nunca disse que eu era uma pessoa fácil de lidar, e não, nunca pedi amizade de ninguém, até evito certas aproximações...
Quando entrei a primeira vez em minha sala da Anhembi, jurei que iria sair para o intervalo e que nunca mais pisaria naquela sala. Aquele mundo realmente não me pertencia, não me enquadraria ali nunca... e como Tomate diz, fiz toda situação em minha cabeça, e por incrível que pareça, assim foi... mas se não fosse a mesma Tomata, não teria voltado do intervalo... talvez tivesse sido melhor mesmo, não para mim, mas para o "restante" da sala... rs
Ok, insisti. Não se joga uma bolsa mensal de 800 dinheiros assim pela janela. Fiquei naquela sala extremamente decidida a não me envolver com muitas pessoas, evitar discussões, brigas e afins... Queria realmente evitar muitas fadigas, passar quatro anos em meu canto, me bastavam os 4 amigos que havia feito, meu mundo fora daquela sala estava a contento, era feliz fora dali, nunca fui pessoa de grandes ambições.
Porém, nem tudo sai como planejamos. Olhares se cruzam, surgem pessoas fantásticas, outras nem tanto... idéias fantástiscas, outras nem tanto, opiniões fantásticas, outras nem tanto... porém, estava decidida a optar sempre pela paz... mas não foi assim...
Surgiu o blog, um fotolog... fotos, palavras, MSN, pessoas, envolvimentos meio tortos... surgiu um sentimento inesperado por outra pessoa que não era o "meu narigudo do outro lado do oceano", e logicamente que esse sentimento não surgiu assim do nada, ele foi crescendo com todas essas novidades sem chão firme.
Outras pessoas entraram, naquela sala, e fizeram toda a diferença. Acredito que o intuito de cada pessoa é ser feliz, e assim agem, para suprir suas necessidades... faço o mesmo, como todos, sou apenas mais uma. E assim surgiu um sentimento sem freio, uma amizade sem sentido, uma discussão sem pé nem cabeça, e uma briga homérica sem precedente, sem necessidade e sem importância... porém, a importância dada foi maior que a merecida, e gerou um ódio palestino que hoje nem tem mais um porque, mas acredito que não sumirá tão cedo... a necessidade de saber as vidas alheias foi tão maior que as causas não justificaram os meios... e os precedentes, apesar de ridículos são tão sem nexo, se analizados com calma e frieza, que faz qualquer um sentir-se ridículo... porque precisava ser assim? porque?
Não adianta tentar responder certas coisas, os porquês sempre ficarão suspensos. Tem gente hoje que me odeia, e nada posso fazer pra mudar isso. Não construo minhas relações em questões de horas, tenho minhas bases sólidas como rochas (e não digo que isso seja bom, ao contrário), quem gosta de mim conhece bem cada defeitinho meu que descrevi nesse texto, mas também conhece cada qualidade (até mesmo as que eu desconheço), e fica ao meu lado mesmo assim.
Hoje vejo certas situações, que talvez, nos primeiros dias daquela sala, tentaria apaziguar e resolver, hoje estou cansada e sei que só gastaria energia em vão, nada vai mudar, porque não há boa vontade de ambas as partes, e muito mais envolvidos que os "de fato", sempre tem torcida... rs. Poderia declarar uma tal "paz", tentar resolver com uma boa conversa, mas vejo que isso é improvável...
Creio que fui um pouco ingênua em trazer "meu mundo" para dentro da universidade. Amigos, lugares que gosto, músicas, poesias, situações, sentimentos... como diz um dos envolvidos: "você vai pra faculdade pra estudar ou o que?"... ok, ok, tudo bem que a celebre frase sai do "mais paradoxal dos seres", um dos maiores pilares de todos esses desencontros... mas separando do contexto da pessoa, é uma ótima frase.
Durante muito tempo algumas acusações me irritaram profundamente, mas percebi que anônimos suprem egos, até mesmo quando ofende algumas pessoas. Acho que todo mundo tem um pouco de anônimo, mesmo que impronunciavelmente, pois muitas vezes surge a vontade de dizer suas verdades que não tem coragem... então quando surge algo do tipo, ficam três situações:
-do ofendido que pode pensar: "alguém tem recalque ou inveja de mim então, "to abafando" - ou a pessoa pode sentir-se injustiçada, ofendida, etc... mas a primeira opção, creio ser a mais utilizada;
-o lado de quem não disse, mas poderia ter dito por n "motivos groselhais", e acaba levando a fama, e fica puto da vida por isso;
- e o lado do próprio anônimo, que se diverte vendo o mundo se degladiando por conta de um comentariozinho sem sentido... em pensar que nunca imaginou que seria capaz de causar tanto "fervor"...
Enfim, são três carências estranhas que a INTERNET proporciona ao "admirável mundo novo".
O pior mesmo são as indiretas, essas doem na boca do estômago, porque sim, nos achamos seres inteligentes, achamos que podemos ofender com palavras e que sabemos usar isso como armas... armas em mãos de crianças (e me incluo nisso), abusamos de sujeitos ocultos e indeterminados, usamos frases de efeito, adoramos "causar", nos fazer de centro (aliás, ser o centro é sempre o foco)... ferir... estamos mais para bichos feridos e nem percebemos... divãs não dariam conta se percebessemos os caminhos errados que percorremos...
Só quero meu diploma, e isso já me fará muito feliz! Farei minha parte, quero ficar quieta, não quero mais ofender ninguém, até porque não conseguirei pagar nenhuma dívida com isso, e nem gravar um filme. As raivas? Já passaram... sem maiores explicações. O amor? ababou, juntamente com a festa do José... As pessoas fantásticas? Ficaram... E as nem tanto? Não sei o que aconteceu com elas... Estou em meu centro novamente, e me livro de qualquer sentimento de raiva ou tristeza. Só quero passar por invisível em um lugar que hoje, mais do que nunca, tenho a plena certeza que não me pertence.
Felicidade a todos
Namastê!

4 comentários:

Anônimo disse...

Em alguns casos, não dá para se fazer de invisível, ainda mais quando (no seu caso) você preenche um espaço enorme, que ninguém nunca tocou, até tenta, mas não consegue, porque ele é cheio de defeitos que você aponta muito bem e as qualidades que aqui fora a gente também vê!!!

você faz falta!

Luiz Zonzini disse...

Quando podemos conversar pessoalmente?

Te beijo.

Priscila Tomate disse...

Hei, dear...

Começaremos pelo começo... em primeiro lugar tudo o que houve de ruim, não poderia ser diferente, a mesquenharia faz parte do ser-humano tanto quando seus membros superiores e inferiores, ainda que deficientes... relevemos. A vida de qualquer outro ser vivo é mais verdadeira, a hipocrisia humana, relevemos!!! Você está em pleno processo evolutivo, não há mais o que fazer além de respirar fundo e focar suas energias para seus verdadeiros objetivos, para objetivos, que de fato que lhe farão bem. Leve contigo, num canto especial da bagagem o que faz a diferença pra ti e tente conservar bom, mas se também não for possível não se desgaste. Essas coisas são espontâneas, sentimentos bons e cumplicidade nos seguem, quando verdadeiros, sem que haja o menor esforço, sem que haja honra ao mérito e infinitas classificações.... a cada dia eu sinto mais isso, eu sinto mais essa coisa, de sentir o vento passar pelo rosto e sentir a reação.
As estradas que nos aguardem, elas serão muito mais de sensação do que concreto, eu garanto!

Anônimo disse...

Resolvi não assinar meu nome aqui por exatamente você saber que sou eu, a pessoa que escreveu o e-mail e que ele foi respondido com todo respeito e sinceridade possíveis. Como você mesma disse, nada precisa ser exposto a terceiros e a entendo. Se depender de mim nada mais de "ações e reações" descabidas virão de minha parte, ACREDITE piamente nisso. Porquê de tudo, tudo que houve aprendi que embora as pessoas tomem partido da história (entendendo um lado e desprezando o outro, por simplesmente se identificar) ninguém sabe quanta dor é causada, quanto mal pode ser propagado. Mais uma vez te peço sim, PERDÃO. É necessário recomeçar!