segunda-feira, agosto 06, 2007

::: Vivendo :::

Os últimos dias foram muito reveladores. Transformador também é uma palavra que encaixa muito nessa nova situação.

Nova sitação, e antiga ao mesmo tempo, porque a mudança brutal e visível ao olho nú ainda não aconteceu. Porém, a pressa agora não existe mais.

Ando um tanto quanto desligada, desplugada de muitas coisas e pessoas. Não é maldade, é prezar o que tenho de melhor. Hoje, mais que nunca tenho a certeza que nada acontece por acaso, desde a proposta a uma visita a um cine pornô, ou ainda o encontro inesperado com alguém lucidamente brilhante em uma sala de bate-papo. Tudo é evolução, tudo é crescimento, e talvez por isso, mesmo em situações por instantes triste, dá ainda pra levantar os olhos pro céu e agradecer a linda visão que o mundo nos proporciona.

É inegável que nossos lugares não é nessa cidade. Falo isso por mim e alguns tão bons tribais como eu, que cruzei pela vida graças à uma bolsa de estudos que direcionou muitas coisas. Destino? Não! Não fosse esse fato hoje talvez, estaria eu com as mesmas pessoas, do mesmo modo, buscando as mesmas coisas... porque os que deixei para trás (ou talvez eu tenha ficado pra trás, porque retroceder nem sempre é ruim) continuam na mesma sintonia de antes.
Não julgo mais os estilos de vida que as pessoas buscam, cada um sabe o que é melhor para si. Eu mesma to buscando meu melhor, e sei bem onde estou pisando, sei bem meu valor agora, e isso isenta-me daquela sensação horrível em precisar mendigar sentimento... porque não existe coisa pior no mundo que sentir-se inferior.

Ir pro Zu Lai mostrou-me claramente muitas coisas. Conheci pessoas de tanta valia... vivi coisas tão intensas, internas e indescritíveis, que nunca mais conseguirei ser a Gi de antes. Parar de comer carne, as 4 nobres verdades, os preceitos, meus grandes e valiosos amigos, um novo estilo de vida, novos projetos e sonhos, novas pessoas importantes, a descoberta do amor desconhecido, a imensa vontade em viver, crescer e despertar... são mudanças muito internas para perceber ou descrever, são atos.

Se considero-me uma pessoa de fé? Sim, fé em mim mesma!

E espero que isso perdure por toda minha vida.